SES-TO 2026 • NUTRIÇÃO • FGV

PAINEL DE DESEMPENHO E METAS

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Série Ouro — Acertos 0/140 (0%)
ITEM 01 • EDITAL SES-TO / FGV

Fundamentos Básicos em Nutrição Humana: Metabolismo Energético

TEORIA FUNDAMENTAL

O Gasto Energético Total (GET) de um indivíduo representa a soma diária de três componentes essenciais: a Taxa Metabólica Basal (TMB), que corresponde à maior fração do dispêndio (cerca de 60% a 75% do GET), o Efeito Térmico dos Alimentos (ETA, facultativo e obrigatório, representando aproximadamente 8% a 10% do GET) e o Gasto Energético com Atividade Física (GEAF), componente mais variável (15% a 30% em pessoas sedentárias a moderadamente ativas, podendo ultrapassar 50% em atletas). A TMB reflete a demanda mínima de energia necessária para a manutenção dos processos vitais em repouso absoluto, estado pós-absortivo (jejum de 12 a 14h) e em ambiente termoneutro.

Na prática clínica e em provas da banca FGV, a predição da TMB e do Valor Energético Total (VET) baseia-se em fórmulas consagradas. A equação de Harris-Benedict (1919), embora historicamente a mais utilizada, frequentemente superestima a TMB em indivíduos com sobrepeso e obesos. Em contrapartida, as equações propostas por Mifflin-St Jeor (1990) são atualmente reconhecidas pela Academy of Nutrition and Dietetics (AND) como as de maior acurácia preditiva para populações adultas eutróficas e obesas. No balanço calórico, a equivalência física padrão estabelece que 1 kcal equivale a 4,184 kJ.

Os fatores de Atwater definem os valores fisiológicos médios de energia líquida disponível para os macronutrientes: carboidratos fornecem 4 kcal/g (17 kJ/g), proteínas fornecem 4 kcal/g (17 kJ/g), lipídios fornecem 9 kcal/g (38 kJ/g) e o álcool (etanol) fornece 7 kcal/g (29 kJ/g). A taxa metabólica em repouso (TMR), por vezes aferida sem o rigor das 12h de repouso prévio, costuma ser cerca de 3% a 10% superior à TMB. Alterações na composição corporal, especialmente a quantidade de massa livre de gordura (tecido metabolicamente ativo), são os determinantes primários da variabilidade interindividual da TMB.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • TMB é o maior componente do GET: responde por 60% a 75% do gasto diário, sendo a massa magra seu principal determinante.
  • Equação de Mifflin-St Jeor: padrão-ouro preditivo para adultos eutróficos e com obesidade, superando a acurácia de Harris-Benedict.
  • Efeito Térmico dos Alimentos (ETA): representa ~10% do GET, sendo as proteínas o macronutriente com maior ETA (~20-30%).
  • Fatores de Atwater: 4 kcal/g para carboidratos e proteínas, 9 kcal/g para lipídios e 7 kcal/g para álcool.
  • Equivalência termodinâmica: 1 kcal = 4,184 quilojoules (kJ). Questões de cálculo frequentemente cobram essa conversão.
  • Cálculo do VET: obtido multiplicando a TMB pelos fatores de atividade física (FA) e fator injúria/estresse (FI/FE) em pacientes hospitalizados.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 02 • EDITAL SES-TO / FGV

Macronutrientes e Micronutrientes: Funções, Interações, Necessidades e Recomendações

TEORIA FUNDAMENTAL

O referencial das Dietary Reference Intakes (DRIs) estruturou a prescrição nutricional moderna em quatro conceitos fundamentais: Necessidade Média Estimada (EAR, que atende a 50% dos indivíduos saudáveis), Cota Dietética Recomendada (RDA, EAR + 2 desvios-padrão, cobrindo 97-98% da população), Ingestão Adequada (AI, adotada na ausência de dados para fixar EAR/RDA) e Limite Superior Tolerável de Ingestão (UL, nível máximo sem risco adverso à saúde). Para distribuição energética de macronutrientes em adultos, aplica-se a Faixa de Distribuição Aceitável de Macronutrientes (AMDR): Carboidratos 45% a 65%, Proteínas 10% a 35% e Lipídios 20% a 35% do VET, com recomendação de fibras de 25 a 38 g/dia (14 g/1000 kcal).

Os carboidratos dividem-se em simples e complexos, com atenção dietoterápica ao Índice Glicêmico (IG) e Carga Glicêmica (CG). As proteínas fornecem aminoácidos essenciais (leucina, isoleucina, valina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e histidina), avaliadas pelo escore PDCAAS. Os lipídios englobam ácidos graxos saturados (<10% do VET), monoinsaturados e poli-insaturados, destacando-se os essenciais ácido linoleico (ômega-6) e ácido alfa-linolênico (ômega-3), percursores de EPA e DHA, com funções eicosanoides anti-inflamatórias e pró-inflamatórias em constante equilíbrio.

A biodisponibilidade de micronutrientes sofre forte influência de interações químicas. O ferro divide-se em heme (carnes, absorvido intacto) e não-heme (vegetais e laticínios, Fe3+ convertido a Fe2+ no lúmen). A vitamina C e os ácidos orgânicos potencializam drasticamente a absorção do ferro não-heme, ao passo que fitatos, oxalatos, polifenóis, cálcio e taninos inibem sua absorção. O cálcio requer calcitriol (vitamina D ativa) e PTH para absorção entérica ativa; a vitamina B12 (cobalamina) depende de clivagem ácida gástrica e ligação ao fator intrínseco (produzido pelas células parietais) para absorção específica no íleo terminal.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Estrutura das DRIs: EAR avalia grupos populacionais (meta para 50%); RDA é meta para prescrição individual (97-98%); UL previne toxicidade.
  • AMDR dos macronutrientes: CHO: 45-65% | PTN: 10-35% | LIP: 20-35% do VET. Fibras: 14 g/1000 kcal (~25g mulheres, ~38g homens).
  • Ferro Heme vs Não-Heme: ferro heme possui biodisponibilidade de ~25% sem interferência drástica; não-heme (1-8%) é dependente de ativadores (vitamina C) e inibidores (fitatos, cálcio, taninos).
  • Absorção da Vitamina B12: depende do ácido clorídrico, pepsina, haptocorrina e Fator Intrínseco; local obrigatório de absorção: íleo terminal.
  • Equilíbrio Cálcio-Fósforo-Vitamina D: PTH e 1,25(OH)2D3 elevam a calcemia; calcitonina inibe reabsorção óssea; excesso de fósforo prejudica a fixação de cálcio.
  • Aminoácidos Essenciais: 9 aminoácidos (fenilalanina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano, valina) não sintetizados pelo organismo.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 03 • EDITAL SES-TO / FGV

Avaliação do Estado Nutricional do Indivíduo e da Coletividade

TEORIA FUNDAMENTAL

A Avaliação do Estado Nutricional compreende quatro dimensões essenciais: antropometria, bioquímica, exame físico-clínico e inquéritos alimentares (método ABCD). Na antropometria clássica do adulto (OMS), o Índice de Massa Corporal (IMC) categoriza: magreza/baixo peso (< 18,5 kg/m²), eutrofia (18,5 a 24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0 a 29,9 kg/m²), obesidade grau I (30,0 a 34,9 kg/m²), grau II (35,0 a 39,9 kg/m²) e grau III (≥ 40,0 kg/m²). Para idosos (critério Lipschitz adotado pelo SISVAN), os pontos de corte adaptam-se às alterações senescentes: baixo peso IMC < 22 kg/m², eutrofia 22 a 27 kg/m² e sobrepeso > 27 kg/m² (ou critério OPAS com < 23 baixo peso e ≥ 28 sobrepeso).

A Circunferência da Cintura (CC) avalia adiposidade abdominal e risco cardiovascular metabólico: risco aumentado em mulheres ≥ 80 cm e homens ≥ 94 cm; risco muito aumentado em mulheres ≥ 88 cm e homens ≥ 102 cm (critérios OMS). Instrumentos de triagem e avaliação nutricional hospitalar são amplamente cobrados em concursos: o Nutritional Risk Screening 2002 (NRS-2002, escore ≥ 3 indica risco nutricional e indicação de terapia), a Mini Avaliação Nutricional (MAN, padrão-ouro para idosos), o Malnutrition Universal Screening Tool (MUST, para ambiente ambulatorial/hospitalar) e a Avaliação Subjetiva Global (ASG, método validado focado em história clínica e exame físico).

Nos inquéritos dietéticos, o Recordatório de 24 horas (R24h) avalia o consumo atual imediato com dependência de memória recente; o Questionário de Frequência Alimentar (QFA) é o método de eleição em estudos epidemiológicos de coletividade para avaliar a ingestão habitual prolongada; o Registro Alimentar não depende da memória mas pode alterar o comportamento do indivíduo. Em nível coletivo, inquéritos como POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) utilizam dados de aquisição alimentar domiciliar per capita, servindo de base para o diagnóstico de transição nutricional do país.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Pontos de corte do IMC de Idosos (Lipschitz/SISVAN): baixo peso < 22,0 kg/m²; eutrofia 22,0 a 27,0 kg/m²; sobrepeso > 27,0 kg/m².
  • Circunferência da Cintura (OMS): Risco aumentado: Homens ≥ 94 cm | Mulheres ≥ 80 cm. Risco muito aumentado: Homens ≥ 102 cm | Mulheres ≥ 88 cm.
  • NRS-2002: pontuação ≥ 3 pontos classifica o paciente como em risco nutricional, exigindo planejamento de plano terapêutico nutricional.
  • Mini Avaliação Nutricional (MAN): instrumento específico para idosos; triagem rápida (14 pontos) e avaliação global (30 pontos, < 17 indica desnutrição).
  • Inquérito Alimentar em Epidemiologia: QFA é o padrão para estimativa de ingestão habitual e associação com doenças crônicas não transmissíveis.
  • Proteínas Plasmáticas: Albumina (meia-vida de 20 dias, reflete cronicidade e fase inflamatória); Pré-albumina (meia-vida de 2 dias, excelente marcador de resposta aguda).

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 04 • EDITAL SES-TO / FGV

Nutrição clínica: ciclos da vida, doenças GI, cardiovasculares, pulmonares, renais e DANT

TEORIA FUNDAMENTAL

A atenção nutricional clínica deve considerar o ciclo de vida. Na gestação, aumenta a necessidade de energia e de micronutrientes como ácido fólico (prevenção de defeitos do tubo neural, recomendado antes e durante a gestação) e ferro (prevenção de anemia); o ganho de peso gestacional é monitorado conforme o IMC pré-gestacional. No lactente, o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é a recomendação do Ministério da Saúde, com introdução da alimentação complementar a partir dos 6 meses. No idoso, destacam-se a sarcopenia (perda de massa e força muscular) e a necessidade de proteína (~1,0-1,2 g/kg/dia, podendo ser maior) e vitamina D.

Nas doenças do trato gastrointestinal, a doença celíaca exige dieta isenta de glúten (trigo, centeio, cevada) por toda a vida; na doença inflamatória intestinal (Crohn e retocolite ulcerativa), a nutrição deve evitar desnutrição, com ajuste de fibras conforme a fase; na síndrome do intestino curto, pode haver necessidade de terapia nutricional enteral ou parenteral; na intolerância à lactose, restringe-se a lactose conforme a tolerância. Nas doenças cardiovasculares, a dieta DASH (rica em frutas, vegetais, laticínios desnatados, redução de sódio) e a dieta hipossódica são recomendadas na hipertensão; na dislipidemia, reduz-se gordura saturada e trans, com aumento de fibras solúveis e ômega-3.

Nas doenças pulmonares (DPOC), evita-se excesso de carboidrato para não aumentar a produção de CO2 (quociente respiratório), com dieta hipercalórica e hiperproteica quando há desnutrição; na ventilação mecânica, a terapia nutricional deve ser monitorada. Na doença renal crônica (DRC), na fase pré-diálise há restrição de sódio, potássio, fósforo e proteína (0,6-0,8 g/kg/dia); já o paciente em diálise aumenta a proteína (1,1-1,2 g/kg/dia) pela perda no procedimento, mantendo restrição de potássio, fósforo e sódio. Nas DANT (diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemia), o manejo nutricional é central, com controle de carboidratos, redução de sódio e de energia.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Gestação: ácido fólico (tubo neural) e ferro; ganho de peso conforme IMC pré-gestacional.
  • Aleitamento materno exclusivo: até 6 meses; alimentação complementar a partir dos 6 meses.
  • Doença celíaca: dieta isenta de glúten por toda a vida.
  • DASH e hipossódica na hipertensão; reduzir gorduras saturadas/trans na dislipidemia.
  • DPOC: evitar excesso de carboidrato (aumenta produção de CO2).
  • DRC pré-diálise restringe proteína: (0,6-0,8 g/kg); diálise aumenta recomendação proteica (1,1-1,2 g/kg).

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 05 • EDITAL SES-TO / FGV

Nutrição enteral e prescrição de suplementos alimentares

TEORIA FUNDAMENTAL

A terapia nutricional enteral (TNE) é indicada quando o paciente não consegue ingerir, digerir ou absorver nutrientes pela via oral de forma adequada, mantendo o trato gastrointestinal funcional. As vias de acesso incluem sonda nasogástrica (SNG), sonda nasoentérica (SNE — pós-pilórica), gastrostomia e jejunostomia; a escolha depende da duração prevista e da função gástrica. As contraindicações principais são obstrução intestinal, íleo paralítico, peritonite e hemorragia digestiva alta ativa.

As fórmulas classificam-se em poliméricas (proteínas intactas, para trato GI preservado), oligoméricas (peptídeos, para má absorção) e elementares (aminoácidos, para disfunção grave de absorção); há ainda fórmulas específicas por doença (renal, diabética, pulmonar). A administração pode ser contínua (infusão lenta), intermitente ou em bolus; complicações comuns são diarreia, aspiração pulmonar (principal risco, prevenida com elevação da cabeceira a 30-45°), obstrução da sonda, náusea e distensão abdominal. O monitoramento inclui aceitação, glicemia, eletrólitos e sinais de intolerância.

A prescrição de suplementos alimentares (whey protein, ômega-3, vitaminas, minerais, fórmulas hipercalóricas) deve ser baseada em avaliação individual, necessidade e evidência, respeitando a legislação (RDC) e a competência do nutricionista; suplementos não substituem a dieta e devem ser usados quando há necessidade específica (ex.: ômega-3 em hipertrigliceridemia, whey na sarcopenia).

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • TNE: trato GI funcional; vias SNG, SNE, gastrostomia, jejunostomia.
  • Contraindicações: obstrução intestinal, íleo paralítico, peritonite.
  • Fórmulas: poliméricas (proteínas intactas), oligoméricas (peptídeos), elementares (aminoácidos).
  • Risco de aspiração: elevar cabeceira a 30-45°.
  • Complicações: diarreia, aspiração, obstrução da sonda, distensão.
  • Suplementos: prescrição individualizada e baseada em evidência científica.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 06 • EDITAL SES-TO / FGV

Nutrição em Alimentação Coletiva: UAN e administração de UAN

TEORIA FUNDAMENTAL

A Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) é a unidade de trabalho que desempenha atividades relacionadas à alimentação e nutrição, como o fornecimento de refeições para coletividades (restaurantes industriais, escolas, hospitais). O planejamento físico deve garantir fluxos que evitem a contaminação cruzada: recepção, armazenamento (seco e refrigerado), pré-preparo, cocção, distribuição e higienização, com áreas separadas para alimentos crus e preparados e para a higienização de utensílios.

O dimensionamento considera o número de refeições, o per capita, os equipamentos e os recursos humanos. A administração da UAN envolve as funções de planejamento, organização, direção e controle, incluindo gestão de custos (per capita, ficha técnica), de estoque e de qualidade.

O ponto crítico de controle (PCC) é a etapa em que se aplica uma medida de controle para prevenir, eliminar ou reduzir um perigo a níveis aceitáveis (ex.: cocção que atinge temperatura segura). O nutricionista é o responsável técnico pela UAN, respondendo pela elaboração de cardápios, supervisão da produção, boas práticas e controle de qualidade. Indicadores de produção incluem o número de refeições servidas, o per capita efetivo, o índice de sobras e restos e o custo da refeição.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • UAN: unidade de alimentação coletiva; planejamento físico com fluxos lineares sem contaminação cruzada.
  • Áreas funcionais: recepção, armazenamento, pré-preparo, cocção, distribuição e higienização.
  • PCC (Ponto Crítico de Controle): etapa onde se aplica medida de controle para prevenir/eliminar perigo.
  • Funções de administração: planejamento, organização, direção e controle.
  • Nutricionista: responsável técnico (RT) legal pela UAN e segurança alimentar.
  • Indicadores de desempenho: per capita, índice de restos/sobras e custo da refeição.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 07 • EDITAL SES-TO / FGV

Planejamento de cardápios e fichas técnicas de preparo

TEORIA FUNDAMENTAL

O planejamento de cardápios para coletividades deve considerar equilíbrio nutricional, variedade, aceitação, sazonalidade, custo e adequação ao público. O cardápio deve ser planejado para atender às necessidades nutricionais (macronutrientes, micronutrientes, fibras) e às recomendações do PAT quando aplicável.

A ficha técnica de preparo (FTP) é o documento que descreve o preparo, contendo: ingredientes, per capita (quantidade crua por pessoa), fator de correção (FC = peso bruto/peso líquido), fator de cocção ou índice de conversão (IC = peso cozido/peso líquido), rendimento, número de porções, custo e valor nutricional.

O fator de correção indica a perda na limpeza (ex.: FC do arroz ~1,0; de carnes com osso maior); o fator de cocção indica a variação de peso após o preparo (ex.: arroz cozido aumenta ~2,3-3x; carnes geralmente perdem peso). A FTP é essencial para o cálculo de per capita, dimensionamento de compras, controle de custos e padronização das preparações, garantindo qualidade e consistência. O equilíbrio do cardápio considera a distribuição de energia entre os macronutrientes e a oferta variada de alimentos de todos os grupos.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Cardápio: equilíbrio, variedade, aceitação, custo e adequação ao público-alvo.
  • Ficha técnica (FTP): per capita, fator de correção, fator de cocção, rendimento e custo.
  • Fator de Correção: FC = peso bruto / peso líquido (indica perda na pré-limpeza).
  • Índice de Conversão: IC = peso cozido / peso líquido (variação decorrente da cocção).
  • Comportamento térmico: arroz tem IC ~2,3-3x (expande); carnes perdem peso (IC < 1).
  • FTP como instrumento gerencial: base indispensável para compras, custos e padronização.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 08 • EDITAL SES-TO / FGV

Manual de Boas Práticas

TEORIA FUNDAMENTAL

O Manual de Boas Práticas é o documento que descreve as operações realizadas pelo estabelecimento, incluindo instalações, equipamentos, utensílios, higiene e saneamento, manipulação de alimentos, armazenamento, transporte e controle de qualidade, conforme a RDC nº 216/2004 da ANVISA, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. O manual deve ser elaborado, implementado e mantido atualizado, sendo de responsabilidade do responsável técnico (nutricionista) e da direção do serviço.

As boas práticas abrangem: controle da qualidade da água (potável), higiene das instalações e equipamentos, higiene pessoal dos manipuladores (uniformes, lavagem de mãos, ausência de adornos), controle de pragas e vetores, manejo de resíduos, controle de temperatura de armazenamento e cocção, e prevenção da contaminação cruzada.

Os manipuladores devem ser treinados e passar por exames de saúde; o manual deve estar disponível aos funcionários e às autoridades sanitárias. A implementação das boas práticas visa garantir a segurança dos alimentos e prevenir as doenças transmitidas por alimentos (DTA). A RDC 216/2004 também exige os Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) para as etapas críticas.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Manual de Boas Práticas: documento que descreve detalhadamente as operações do serviço de alimentação.
  • RDC 216/2004: regulamento técnico da ANVISA de boas práticas para serviços de alimentação.
  • Escopo: água potável, higiene ambiental, manipuladores, controle de pragas, resíduos e controle térmico.
  • Responsabilidade técnica: elaboração e implementação compartilhada entre RT (nutricionista) e direção.
  • Objetivo primordial: prevenir DTA e evitar rigorosamente a contaminação cruzada.
  • Documentos complementares: exige a elaboração e aplicação prática de POPs para etapas críticas.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 09 • EDITAL SES-TO / FGV

Procedimentos Operacionais Padronizados (POP)

TEORIA FUNDAMENTAL

Os Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) são documentos que descrevem, de forma detalhada e padronizada, a execução de tarefas específicas e críticas para a segurança dos alimentos, conforme exigido pela RDC nº 216/2004 da ANVISA.

Os POPs obrigatórios para serviços de alimentação incluem: higienização de instalações, equipamentos e móveis; controle integrado de vetores e pragas urbanas; higienização do reservatório de água; higiene e saúde dos manipuladores; manejo de resíduos; e manutenção preventiva e calibração de equipamentos. Cada POP deve conter: objetivo, materiais necessários, descrição passo a passo do procedimento, frequência, responsável pela execução e monitoramento, e registros.

Os POPs devem ser elaborados, implementados, treinados e monitorados, com registros que comprovem a execução. A padronização garante que todos os manipuladores executem as tarefas da mesma forma, reduzindo riscos e garantindo a qualidade e a segurança. O monitoramento e a verificação dos POPs são essenciais para a eficácia do sistema de boas práticas.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • POP: documento descritivo que padroniza a execução sistemática de tarefas críticas.
  • Base regulatória: exigência mandatória da ANVISA através da RDC 216/2004.
  • POPs obrigatórios: higienização, pragas, água, manipuladores, resíduos e calibração/manutenção.
  • Estrutura de cada POP: objetivo, materiais, passo a passo, frequência, responsável e registros.
  • Capacitação contínua: devem ser treinados e permanecer disponíveis para consulta de todos os manipuladores.
  • Garantia de segurança: registros auditáveis comprovam a execução e monitoramento das rotinas.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 10 • EDITAL SES-TO / FGV

Microbiologia e higiene dos alimentos

TEORIA FUNDAMENTAL

A microbiologia dos alimentos estuda os microrganismos que podem contaminar e deteriorar os alimentos ou causar doenças. Os principais grupos são bactérias, fungos (mofos e leveduras), vírus e parasitas. O crescimento microbiano depende de fatores intrínsecos (atividade de água, pH, nutrientes) e extrínsecos (temperatura, oxigênio, umidade).

A zona de perigo, entre 5°C e 60°C, é a faixa de temperatura em que as bactérias patogênicas se multiplicam rapidamente; por isso, alimentos perecíveis devem ser mantidos abaixo de 5°C (refrigeração) ou acima de 60°C (manutenção quente), e o resfriamento deve ser rápido. A higiene dos alimentos envolve a higienização correta das mãos, superfícies, utensílios e dos próprios alimentos (frutas e verduras: lavar e sanitizar), além de evitar a contaminação cruzada (separar alimentos crus de cozidos e usar utensílios distintos).

A cocção a temperatura adequada (≥70°C no centro) elimina a maioria dos patógenos. Os principais microrganismos de interesse em DTA incluem Salmonella, Escherichia coli, Staphylococcus aureus (toxina pré-formada, vômitos em 1-6h), Clostridium botulinum (toxina botulínica, neuroparalisia), Clostridium perfringens, Listeria monocytogenes e norovírus.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Zona de perigo: 5°C a 60°C (faixa crítica de multiplicação bacteriana acelerada).
  • Temperaturas seguras: refrigeração < 5°C; manutenção a quente > 60°C.
  • Higienização completa: higienizar mãos, superfícies, equipamentos e vegetais (lavagem + sanitização).
  • Prevenção de contaminação cruzada: separação rigorosa de alimentos crus e alimentos prontos.
  • Cocção segura: atingir ≥ 70°C no centro geométrico elimina a ampla maioria dos patógenos.
  • Principais DTA: Salmonella, E. coli, S. aureus, C. botulinum, Listeria e norovírus.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 11 • EDITAL SES-TO / FGV

Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)

TEORIA FUNDAMENTAL

As doenças transmitidas por alimentos (DTA) são causadas pela ingestão de alimentos ou água contaminados por microrganismos (bactérias, vírus, parasitas), toxinas ou substâncias químicas. Os principais agentes bacterianos incluem: Salmonella (diarreia, febre, cólicas; associada a ovos, aves), Escherichia coli (inclusive a entero-hemorrágica O157:H7, associada a carne mal cozida, com risco de síndrome hemolítico-urêmica), Staphylococcus aureus (toxina pré-formada, vômitos em 1-6 horas), Clostridium perfringens (diarreia após consumo de alimentos mantidos aquecidos), Clostridium botulinum (toxina neuroparalisante — botulismo, emergência com antitoxina), Listeria monocytogenes (grave em gestantes, imunossuprimidos e idosos; associada a queijos, embutidos) e Bacillus cereus (vômitos ou diarreia, associado a arroz).

Entre os vírus, o norovírus é a causa mais comum de gastroenterite. A prevenção baseia-se nas boas práticas: higiene, controle de temperatura (fora da zona de perigo 5-60°C), cocção adequada (≥70°C), prevenção da contaminação cruzada e armazenamento correto.

A notificação de surtos de DTA é obrigatória e deve ser feita às autoridades de vigilância sanitária e epidemiológica. A investigação de surto envolve identificar o alimento-fonte, o agente e os fatores contribuintes.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • DTA: ingestão de alimentos/água contaminados por microrganismos, toxinas ou químicos.
  • Salmonella: ovos/aves, diarreia e febre.
  • E. coli O157:H7: carne mal cozida; risco de síndrome hemolítico-urêmica.
  • S. aureus: toxina pré-formada, vômitos em 1-6h.
  • C. botulinum: toxina neuroparalisante (botulismo) — emergência.
  • Norovírus: causa mais comum de gastroenterite; prevenção = boas práticas.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 12 • EDITAL SES-TO / FGV

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

TEORIA FUNDAMENTAL

O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi instituído pela Lei nº 6.321/1976 e regulamentado pela Portaria Interministerial nº 66/2006 (que substituiu a Portaria 193/2006 como referência atual de parâmetros). O PAT visa melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores de baixa renda, prevenindo doenças e aumentando a produtividade.

As empresas participantes podem deduzir do imposto de renda o valor despendido com a alimentação dos trabalhadores (benefício fiscal), desde que atendam aos requisitos. Para as refeições principais (almoço, jantar, ceia), o PAT estabelece parâmetros nutricionais: oferta de 1.200 a 2.000 kcal por refeição, com 10-15% de proteínas, 50-60% de carboidratos, 20-30% de lipídios, e oferta de salada de verduras e legumes, além de frutas pelo menos 3 vezes por semana.

O programa pode ser executado por refeição própria, refeição-convênio (restaurantes credenciados) ou fornecimento de cestas de alimentos. O nutricionista é o responsável técnico pela elaboração dos cardápios e pelo controle de qualidade. O PAT é um instrumento de Segurança Alimentar e Nutricional no ambiente de trabalho.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • PAT: Lei 6.321/1976; Portaria Interministerial 66/2006 (parâmetros atuais).
  • Benefício fiscal: dedução do imposto de renda para empresas participantes.
  • Parâmetros da refeição principal: 1.200-2.000 kcal; proteínas 10-15%, carboidratos 50-60%, lipídios 20-30%.
  • Obriga oferta de salada: e frutas (≥3x/semana).
  • Modalidades: refeição própria, refeição-convênio, cesta de alimentos.
  • Nutricionista: responsável técnico pelos cardápios.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 13 • EDITAL SES-TO / FGV

Nutrição em Saúde Coletiva: políticas públicas na área de alimentação e nutrição

TEORIA FUNDAMENTAL

A Nutrição em Saúde Coletiva atua na interface entre alimentação, nutrição e saúde pública, com foco na promoção da saúde, prevenção de agravos e garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). As políticas públicas na área incluem a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), a Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Lei 8.080/1990, incorpora a alimentação e nutrição como ações de saúde. O Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) é o documento oficial que orienta a alimentação saudável, baseado em alimentos in natura ou minimamente processados, evitando ultraprocessados.

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) tem como diretrizes a organização da atenção nutricional na rede de saúde, a promoção da alimentação adequada e saudável, a vigilância alimentar e nutricional, a gestão das ações de alimentação e nutrição, a participação e controle social, a qualificação da força de trabalho e o controle e regulação dos alimentos. A atuação do nutricionista na saúde coletiva envolve atenção básica (UBS, NASF/eMulti), vigilância, educação alimentar e nutricional e gestão de programas.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Nutrição em Saúde Coletiva: interface alimentação, nutrição e saúde pública.
  • SUS: Lei 8.080/1990 incorpora alimentação e nutrição.
  • Guia Alimentar (2014): alimentos in natura/minimamente processados; evitar ultraprocessados.
  • PNAN: diretrizes de atenção nutricional, promoção, vigilância e controle social.
  • Programas: PNAE, PAT, PAA, SISVAN, SISAN.
  • Nutricionista: atua na atenção básica, vigilância e gestão.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 14 • EDITAL SES-TO / FGV

Alimentação e nutrição para grupos populacionais: crianças, adolescentes, gestantes, adultos e idosos

TEORIA FUNDAMENTAL

Cada grupo populacional tem necessidades nutricionais específicas. Na infância, o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a alimentação complementar adequada a partir dos 6 meses são essenciais; a introdução alimentar deve ser gradual, com alimentos in natura, evitando açúcar, sal e ultraprocessados; o ferro e a vitamina A são micronutrientes de atenção na infância.

Na adolescência, há aumento das necessidades energéticas e de cálcio, ferro e zinco pelo crescimento e desenvolvimento; atenção a hábitos alimentares, obesidade e transtornos alimentares. Na gestação, aumentam as necessidades de energia, proteína, ácido fólico (prevenção de defeitos do tubo neural), ferro (prevenção de anemia) e cálcio; o ganho de peso é monitorado conforme o IMC pré-gestacional.

No adulto, a alimentação deve seguir o Guia Alimentar, com equilíbrio e prevenção de DANT (obesidade, diabetes, hipertensão). No idoso, destacam-se a sarcopenia (proteína ~1,0-1,2 g/kg/dia ou mais), a necessidade de vitamina D e cálcio (prevenção de osteoporose), a hidratação e a adequação da consistência conforme a saúde bucal e a deglutição; atenção à desnutrição e à polifarmácia.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Infância: aleitamento exclusivo até 6 meses; alimentação complementar a partir dos 6 meses.
  • Adolescência: aumento de energia, cálcio, ferro e zinco.
  • Gestação: ácido fólico, ferro, cálcio; ganho de peso conforme IMC pré-gestacional.
  • Adulto: Guia Alimentar e prevenção de DANT.
  • Idoso: sarcopenia (proteína), vitamina D, cálcio, hidratação.
  • Evitar ultraprocessados: em todas as fases da vida.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 15 • EDITAL SES-TO / FGV

Doenças carenciais de magnitude no Brasil, monitoramento e avaliação das práticas de promoção da saúde

TEORIA FUNDAMENTAL

As doenças carenciais de magnitude no Brasil incluem a anemia ferropriva, a hipovitaminose A (deficiência de vitamina A), os distúrbios por deficiência de iodo (bócio) e a desnutrição. A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo e no Brasil, afetando principalmente crianças, gestantes e mulheres em idade fértil; a prevenção envolve suplementação de ferro e alimentação rica em ferro (carnes, feijão) com vitamina C para melhorar a absorção.

A hipovitaminose A (xeroftalmia, cegueira noturna) é prevenida com alimentos ricos em vitamina A (fígado, leite, ovos, vegetais alaranjados e folhosos) e suplementação em áreas de risco. A deficiência de iodo causa bócio e cretinismo; a prevenção é feita pela iodação do sal (obrigatória no Brasil).

A desnutrição infantil, embora tenha diminuído, ainda é um problema em populações vulneráveis; o monitoramento é feito pelo SISVAN e por inquéritos (como a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde). O monitoramento e a avaliação das práticas de promoção da saúde envolvem indicadores de estado nutricional (antropometria), de consumo alimentar e de cobertura de programas, permitindo o planejamento e a avaliação das políticas. A fortificação de alimentos (ex.: farinhas com ferro e ácido fólico) é uma estratégia de prevenção.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Anemia ferropriva: carência mais prevalente; crianças, gestantes e mulheres.
  • Hipovitaminose A: xeroftalmia/cegueira noturna; prevenção com vitamina A.
  • Deficiência de iodo: bócio; prevenção pela iodação do sal.
  • Desnutrição: monitorada pelo SISVAN e inquéritos.
  • Fortificação de farinhas: com ferro e ácido fólico obrigatória.
  • Monitoramento: antropometria, consumo e cobertura de programas.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 16 • EDITAL SES-TO / FGV

Epidemiologia das doenças nutricionais

TEORIA FUNDAMENTAL

A epidemiologia das doenças nutricionais estuda a distribuição e os determinantes dos agravos relacionados à alimentação e nutrição na população, como obesidade, desnutrição, anemia, hipovitaminoses, diabetes, hipertensão e outras DANT. O Brasil vive uma transição nutricional: redução da desnutrição e aumento da obesidade e do excesso de peso, associados à mudança do padrão alimentar (aumento de ultraprocessados) e à redução da atividade física.

Os principais inquéritos e sistemas de monitoramento incluem: VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI).

A obesidade é um fator de risco para diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares e alguns cânceres; o excesso de peso e a obesidade vêm crescendo em todas as faixas etárias. A desnutrição infantil, embora reduzida, persiste em populações vulneráveis e em regiões do Norte e Nordeste. A epidemiologia orienta o planejamento de políticas, a vigilância e a avaliação das intervenções de promoção da saúde.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Transição nutricional: redução da desnutrição e aumento da obesidade.
  • VIGITEL: inquérito telefônico de fatores de risco de DANT.
  • POF/IBGE: pesquisa de orçamentos familiares (aquisição e consumo).
  • SISVAN: vigilância do estado nutricional na atenção básica.
  • Obesidade: fator de risco central para DANT.
  • Padrão alimentar: aumento de ultraprocessados e redução de atividade física.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 17 • EDITAL SES-TO / FGV

Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN)

TEORIA FUNDAMENTAL

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) foi aprovada pela Portaria nº 710/1999 e atualizada pela Portaria nº 2.715/2011, integrando as ações de alimentação e nutrição ao Sistema Único de Saúde (SUS). A PNAN tem como propósito melhorar as condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira, promovendo a qualidade de vida e o direito humano à alimentação adequada.

Suas diretrizes incluem: organização da atenção nutricional na rede de atenção à saúde; promoção da alimentação adequada e saudável; vigilância alimentar e nutricional; gestão das ações de alimentação e nutrição; participação e controle social; qualificação da força de trabalho; e controle e regulação da qualidade e composição dos alimentos.

A PNAN orienta a atuação do nutricionista no SUS, incluindo a atenção básica (UBS, eMulti/NASF), a vigilância (SISVAN), a educação alimentar e nutricional e a gestão de programas. A PNAN está alinhada ao Guia Alimentar para a População Brasileira e às demais políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. A promoção da alimentação adequada e saudável é uma das diretrizes centrais, com foco na prevenção de DANT e na valorização de alimentos in natura.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • PNAN: Portaria 710/1999 (aprovada) e 2.715/2011 (atualizada).
  • Integração: articula alimentação e nutrição organicamente ao SUS.
  • Diretrizes: atenção nutricional, promoção, vigilância, gestão, controle social, qualificação, regulação.
  • Guia Alimentar: alinhamento direto aos princípios do Guia 2014.
  • Nutricionista no SUS: atua na atenção básica, vigilância e gestão.
  • Promoção da saúde: foco em alimentação adequada, saudável e sustentável.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 18 • EDITAL SES-TO / FGV

Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN)

TEORIA FUNDAMENTAL

A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN), Lei nº 11.346/2006, estabelece as bases para a formulação e implementação da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN). A LOSAN define a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) como a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

A LOSAN também define o conceito de Soberania Alimentar, que se refere ao direito dos povos de definir suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos. A lei cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), com o objetivo de formular e implementar políticas e planos de SAN, e institui a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) como instâncias de participação e controle social.

A LOSAN é o marco legal que garante o direito humano à alimentação adequada (DHAA), que também está previsto na Constituição Federal (Emenda Constitucional nº 64/2010).

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • LOSAN: Lei 11.346/2006.
  • Define SAN: direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.
  • Define Soberania Alimentar: autonomia e direito dos povos de definir suas próprias políticas.
  • Cria o SISAN: Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
  • Institui CONSEA e Conferência de SAN: instâncias centrais de controle social.
  • Base do direito humano à alimentação adequada: expressamente assegurado pela EC 64/2010.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 19 • EDITAL SES-TO / FGV

Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN)

TEORIA FUNDAMENTAL

O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) foi criado pela LOSAN (Lei 11.346/2006) e tem como objetivo formular e implementar políticas e planos de Segurança Alimentar e Nutricional, estimulando a integração dos esforços entre governo e sociedade civil. O SISAN é composto por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além das instâncias de participação e controle social.

Os componentes do SISAN incluem: a Conferência Nacional de SAN (instância de participação social), o Conselho Nacional de SAN (CONSEA), a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), e os órgãos e entidades de SAN nos estados e municípios. A CAISAN é responsável pela articulação e integração das políticas de SAN no âmbito do governo federal.

O SISAN opera de forma descentralizada e participativa, com a elaboração do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) e dos planos estaduais e municipais. A adesão dos municípios ao SISAN é feita por meio de termo de adesão, permitindo o acesso a programas e recursos. O SISAN visa garantir o direito humano à alimentação adequada e a realização da SAN em todo o território nacional.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • SISAN: criado pela LOSAN (Lei 11.346/2006).
  • Objetivo: formular e implementar políticas e planos de SAN.
  • Componentes: Conferência, CONSEA, CAISAN, órgãos nos entes federativos.
  • CAISAN: articulação das políticas de SAN no governo federal.
  • PLANSAN: Plano Nacional de SAN.
  • Adesão dos municípios: realizada por termo de adesão.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 20 • EDITAL SES-TO / FGV

Vigilância Alimentar e Nutricional e Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN)

TEORIA FUNDAMENTAL

A Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) é um conjunto contínuo e sistemático de ações que visa descrever e predizer, ao longo do tempo, as tendências da natureza e da magnitude dos problemas nutricionais, permitindo a tomada de decisões adequadas. O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) é o sistema do SUS que operacionaliza a VAN, com o registro e o monitoramento do estado nutricional (antropometria) e do consumo alimentar da população atendida na atenção básica.

O SISVAN utiliza indicadores antropométricos (peso, estatura, IMC, perímetros) e de consumo alimentar (marcadores de consumo do Guia Alimentar), com dados inseridos pelos profissionais de saúde (incluindo nutricionistas) nos sistemas de informação. Os dados do SISVAN permitem o diagnóstico situacional, o planejamento de ações, a avaliação de programas e a identificação de grupos vulneráveis (desnutrição, baixo peso, sobrepeso, obesidade, anemia).

O SISVAN está integrado à PNAN e à Política Nacional de Atenção Básica, sendo essencial para a vigilância nutricional na atenção primária. A VAN é uma das diretrizes da PNAN e fundamenta a promoção da alimentação adequada e saudável.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • VAN: conjunto contínuo de ações para descrever e predizer problemas nutricionais.
  • SISVAN: sistema do SUS que operacionaliza a VAN.
  • Monitora: estado nutricional (antropometria) e consumo alimentar.
  • Indicadores: peso, estatura, IMC, perímetros e marcadores de consumo.
  • Aplicações: permite diagnóstico, planejamento e avaliação de intervenções.
  • Integração: integrado à PNAN e à atenção básica.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 21 • EDITAL SES-TO / FGV

Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN)

TEORIA FUNDAMENTAL

A Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) foi instituída pelo Decreto nº 7.272/2010, que regulamenta a LOSAN (Lei 11.346/2006). A PNSAN tem como objetivo geral assegurar o direito humano à alimentação adequada (DHAA) e garantir a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) da população brasileira.

A PNSAN define os princípios e diretrizes para a implementação das ações de SAN, incluindo a promoção da alimentação adequada e saudável, a estruturação de sistemas descentralizados de produção e abastecimento, a valorização da agricultura familiar, o acesso à água, a educação alimentar e nutricional e a vigilância alimentar e nutricional.

A PNSAN é implementada por meio do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN), que define metas e ações, e é articulada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). A PNSAN integra as ações de SAN com as políticas de saúde, educação, agricultura, desenvolvimento social e assistência social, promovendo a intersetorialidade. O Decreto 7.272/2010 também estabelece as competências do CONSEA e da CAISAN. A PNSAN está alinhada ao Guia Alimentar e às políticas de promoção da saúde.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • PNSAN: instituída pelo Decreto 7.272/2010.
  • Objetivo: assegurar o DHAA e a SAN da população brasileira.
  • Implementada: por meio do PLANSAN.
  • Articulação: coordenada pela CAISAN.
  • Valorização: agricultura familiar e alimentação adequada.
  • Intersetorialidade: promove a integração entre diversas pastas e políticas.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 22 • EDITAL SES-TO / FGV

Resolução CFN nº 304/2003 – Critérios para prescrição dietética na área de Nutrição Clínica

TEORIA FUNDAMENTAL

A Resolução CFN nº 304/2003 estabelece os critérios para a prescrição dietética na área de Nutrição Clínica, definindo as atribuições e responsabilidades do nutricionista. A prescrição dietética é o ato pelo qual o nutricionista planeja, calcula e define a dieta/plano alimentar do paciente, com base na avaliação nutricional, no diagnóstico nutricional e nos objetivos terapêuticos.

A resolução estabelece que a prescrição dietética é de competência privativa do nutricionista, que deve considerar: a avaliação do estado nutricional, o diagnóstico nutricional, a conduta dietoterápica, o cálculo das necessidades nutricionais, a adequação da dieta às condições clínicas e a monitorização da evolução.

A prescrição dietética deve ser registrada no prontuário do paciente, com data, e deve ser fundamentada em evidências científicas. A resolução também define que o nutricionista deve solicitar exames laboratoriais quando necessário (em articulação com a Resolução 306/2003) e que a prescrição dietética não pode ser delegada a outros profissionais. A Resolução 304/2003 foi um marco na regulamentação da prática clínica do nutricionista, garantindo autonomia e responsabilidade técnica na prescrição de dietas.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução CFN 304/2003: critérios para prescrição dietética em Nutrição Clínica.
  • Prescrição dietética: ato privativo do nutricionista.
  • Fundamentação: baseia-se em avaliação, diagnóstico e objetivos terapêuticos.
  • Prontuário: registro obrigatório no prontuário com data.
  • Base técnica: fundamentada em evidências científicas.
  • Indelegabilidade: não pode ser delegada a outros profissionais.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 23 • EDITAL SES-TO / FGV

Resolução CFN nº 306/2003 – Solicitação de exames laboratoriais na área de Nutrição Clínica

TEORIA FUNDAMENTAL

A Resolução CFN nº 306/2003 regulamenta a solicitação de exames laboratoriais pelo nutricionista na área de Nutrição Clínica. A resolução estabelece que o nutricionista pode solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento nutricional do paciente, desde que relacionados à avaliação e ao monitoramento do estado nutricional e à evolução da dietoterapia.

Os exames solicitados devem ter relação direta com a prática nutricional, como hemograma (avaliação de anemia), glicemia, perfil lipídico, albumina e proteínas séricas (avaliação proteica), eletrólitos (potássio, sódio, fósforo), função renal (creatinina, ureia) e função hepática, entre outros.

A solicitação deve ser fundamentada na avaliação nutricional e nos objetivos terapêuticos, e os resultados devem ser interpretados pelo nutricionista para ajustar a conduta dietoterápica. A resolução reforça a autonomia técnica do nutricionista na prática clínica, em articulação com a Resolução 304/2003 (prescrição dietética). A solicitação de exames não substitui a atuação do médico, mas complementa o cuidado nutricional.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução CFN 306/2003: solicitação de exames laboratoriais pelo nutricionista.
  • Finalidade: exames estritamente relacionados ao acompanhamento nutricional.
  • Exemplos: hemograma, glicemia, perfil lipídico, albumina, eletrólitos e função renal.
  • Critério: fundamentada na avaliação nutricional prévia.
  • Conduta: resultados interpretados para ajustar a dietoterapia.
  • Complementaridade: complementa o cuidado, em articulação com a Resolução 304/2003.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 24 • EDITAL SES-TO / FGV

Resoluções CFN nº 333/2004 e nº 389/2006 – Código de Ética dos Técnicos em Nutrição e Dietética

TEORIA FUNDAMENTAL

As Resoluções CFN nº 333/2004 e nº 389/2006 tratam do Código de Ética dos Técnicos em Nutrição e Dietética. A Resolução 333/2004 instituiu o Código de Ética dos Técnicos em Nutrição e Dietética, estabelecendo os princípios, deveres e responsabilidades desses profissionais. A Resolução 389/2006 atualizou e consolidou o código, definindo as normas de conduta ética na atuação do técnico em nutrição e dietética.

O Código de Ética estabelece que o técnico em nutrição e dietética deve atuar com responsabilidade, competência e ética, respeitando a vida, a saúde e a dignidade das pessoas, e atuando sob a supervisão e responsabilidade técnica do nutricionista.

O técnico em nutrição e dietética deve: respeitar o sigilo profissional, manter-se atualizado, não exercer atividades privativas do nutricionista (como prescrição dietética), colaborar com a equipe e zelar pela qualidade e segurança dos alimentos. O código também define as infrações éticas e as penalidades aplicáveis. A atuação do técnico em nutrição e dietética está subordinada à supervisão do nutricionista, conforme a legislação profissional.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução 333/2004: Código de Ética dos Técnicos em Nutrição e Dietética.
  • Resolução 389/2006: atualização e consolidação do código.
  • Supervisão técnica: técnico atua sob supervisão do nutricionista.
  • Deveres profissionais: sigilo, atualização, ética e responsabilidade.
  • Vedação: não exercer atividades privativas do nutricionista (prescrição dietética).
  • Regime disciplinar: infrações éticas e penalidades definidas pelo CFN.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 25 • EDITAL SES-TO / FGV

Resoluções CFN nº 599/2018 e nº 751/2023 – Código de Ética e de Conduta do Nutricionista

TEORIA FUNDAMENTAL

A Resolução CFN nº 599/2018 instituiu o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista, que estabelece os princípios, deveres, direitos e responsabilidades do nutricionista no exercício profissional. O Código de Ética fundamenta-se nos princípios da beneficência, não maleficência, autonomia, justiça e veracidade, e na defesa do direito humano à alimentação adequada (DHAA). O nutricionista deve: atuar com responsabilidade e competência, respeitar a vida e a dignidade humana, manter o sigilo profissional, atualizar-se continuamente, não discriminar, colaborar com a equipe de saúde e zelar pela segurança e qualidade dos alimentos.

A Resolução CFN nº 751/2023 atualizou e consolidou o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista, substituindo a 599/2018, com ajustes e atualizações às novas realidades da profissão (incluindo a atuação digital e as práticas integrativas). O código define as infrações éticas e as penalidades aplicáveis (advertência, censura, suspensão, cassação).

O nutricionista deve respeitar as atribuições privativas da profissão (prescrição dietética, avaliação nutricional) e não exercer atividades de outros profissionais. A ética profissional do nutricionista é essencial para a qualidade do cuidado e a confiança da população.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução 599/2018: Código de Ética e de Conduta do Nutricionista.
  • Resolução 751/2023: atualização e consolidação do código.
  • Princípios fundamentais: beneficência, não maleficência, autonomia, justiça e veracidade.
  • Deveres profissionais: sigilo, atualização contínua, responsabilidade e competência.
  • Defende o DHAA: proteção do direito humano à alimentação adequada.
  • Regime disciplinar: define infrações éticas e penalidades aplicáveis.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 26 • EDITAL SES-TO / FGV

Resolução CFN nº 663/2020 – Atribuições do nutricionista em Unidades de Terapia Intensiva (UTI)

TEORIA FUNDAMENTAL

A Resolução CFN nº 663/2020 estabelece as atribuições do nutricionista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A resolução define que o nutricionista é o profissional responsável pela terapia nutricional (TN) do paciente crítico, atuando de forma integrada à equipe multiprofissional.

São atribuições do nutricionista na UTI: realizar a avaliação nutricional e a triagem do paciente crítico; calcular as necessidades nutricionais; prescrever a terapia nutricional enteral (TNE) e parenteral (TNP) em conjunto com a equipe; monitorar a tolerância e as complicações da TN; ajustar a conduta conforme a evolução clínica; participar da equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN); e registrar a conduta no prontuário.

A resolução reforça a autonomia e a responsabilidade técnica do nutricionista na TN do paciente crítico, incluindo a prescrição de dieta enteral e a solicitação de exames relacionados. O paciente crítico tem particularidades (hipermetabolismo, risco de síndrome de realimentação, disfunções orgânicas) que exigem monitoramento rigoroso. A atuação do nutricionista na UTI é essencial para a qualidade do cuidado e a prevenção de complicações.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução CFN 663/2020: atribuições do nutricionista na UTI.
  • Responsável técnico: nutricionista responsável pela terapia nutricional do paciente crítico.
  • Atribuições essenciais: avaliação, cálculo de necessidades, prescrição de TN e monitoramento.
  • Cuidado multiprofissional: atuação integrada à equipe multiprofissional (EMTN).
  • Registro obrigatório: anotação sistemática da conduta no prontuário.
  • Paciente crítico: hipermetabolismo e risco de síndrome de realimentação.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 27 • EDITAL SES-TO / FGV

Resolução CFN nº 679/2021 – Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no exercício da Nutrição

TEORIA FUNDAMENTAL

A Resolução CFN nº 679/2021 regulamenta a atuação do nutricionista nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As PICS, instituídas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC, Portaria 971/2006), incluem práticas como fitoterapia, plantas medicinais, aromaterapia, homeopatia, acupuntura, entre outras.

A resolução 679/2021 define que o nutricionista pode atuar nas PICS desde que tenha formação e capacitação específica, respeitando os limites de sua competência profissional e as atribuições privativas da profissão. O nutricionista pode utilizar as PICS como complemento à terapia nutricional, sempre com base em evidências científicas e no cuidado centrado no paciente.

A atuação do nutricionista nas PICS deve respeitar a legislação sanitária e a segurança do paciente, não substituindo o tratamento convencional quando indicado. A resolução reforça a importância da integralidade do cuidado e da abordagem ampliada da saúde, integrando a nutrição às práticas complementares. O nutricionista deve manter-se atualizado e atuar dentro dos limites éticos e legais.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • Resolução CFN 679/2021: atuação do nutricionista nas PICS.
  • Modalidades reconhecidas: fitoterapia, plantas medicinais, aromaterapia, homeopatia, acupuntura.
  • Base regulatória: PNPIC estabelecida pela Portaria 971/2006.
  • Capacitação técnica: exige formação e capacitação específica comprovada.
  • Cuidado complementar: complemento à terapia nutricional, com base em evidência científica.
  • Segurança do paciente: respeita as diretrizes sanitárias e não substitui conduta convencional.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5
ITEM 28 • EDITAL SES-TO / FGV

Qualidade e segurança no cuidado do paciente

TEORIA FUNDAMENTAL

A segurança do paciente é um componente essencial da qualidade em saúde. O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP — Portaria GM/MS nº 529/2013) adota os conceitos da OMS e define as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente: (1) identificar corretamente o paciente (usar dois identificadores — nome completo e data de nascimento, nunca o leito); (2) melhorar a comunicação efetiva entre profissionais (ex.: SBAR e leitura de volta/read-back); (3) melhorar a segurança das medicações de alta vigilância (lítio, insulina, anticoagulantes, opioides, quimioterápicos; conciliação medicamentosa); (4) assegurar cirurgia segura (checklist, time-out); (5) reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados (higienização das mãos); (6) reduzir o risco de danos por quedas e lesões por pressão.

Eventos adversos devem ser notificados e analisados; a cultura justa incentiva a notificação sem punição, aprendendo com os erros. No cuidado nutricional, a segurança envolve: identificação correta do paciente antes de administrar a dieta; prevenção de erros na terapia nutricional (fórmula errada, via errada, velocidade); prevenção de aspiração (elevação da cabeceira); higiene e boas práticas na manipulação; monitoramento de complicações (síndrome de realimentação, distúrbios eletrolíticos); e conciliação de medicamentos e suplementos.

O consentimento informado e a avaliação da capacidade de decisão também são importantes. A qualidade envolve indicadores (adesão, satisfação, eventos adversos) e a melhoria contínua.

PONTOS-CHAVE DE REVISÃO (PADRÃO FGV)
  • PNSP (Portaria 529/2013): 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente.
  • Identificação correta: uso de 2 identificadores (nome completo + data de nascimento).
  • Alta vigilância: medicações de alta vigilância como lítio, insulina e anticoagulantes.
  • Comunicação efetiva: protocolos estruturados de SBAR e read-back.
  • Cultura justa: notificar incidentes sem punir e aprender com as falhas.
  • Segurança nutricional: identificação, prevenção de aspiração e de erros na TN.

QUIZ COMENTADO — 10 QUESTÕES (A-D)

Acertos: 0/10

SÉRIE OURO — 5 QUESTÕES FGV (A-E)

Acertos: 0/5

PLANEJAMENTO DE ESTUDOS INTENSIVO • OUTUBRO 2026

Plano de 3 semanas (12 a 31/10) — 2 itens/dia de segunda a sexta • Simulados aos sábados • Revisão final e simulados na última semana • PROVA: 01/11/2026

BANCA FGV • SES-TO

SEMANA 1 (12 a 18/10/2026) — ITENS 1 A 10

0/7 Concluídos
Seg 12/10 Itens 1-2 (Fundamentos do metabolismo energético; Macronutrientes e micronutrientes)
Ter 13/10 Itens 3-4 (Avaliação do estado nutricional; Nutrição clínica)
Qua 14/10 Itens 5-6 (Nutrição enteral e suplementos; UAN e administração)
Qui 15/10 Itens 7-8 (Planejamento de cardápios e fichas técnicas; Manual de Boas Práticas)
Sex 16/10 Itens 9-10 (POP; Microbiologia e higiene dos alimentos)
Sáb 17/10 SIMULADO 1 — 30 questões (Itens 1 a 10)
▶ SIMULADO 1
Dom 18/10 Descanso / revisão leve dos erros do Simulado 1

SEMANA 2 (19 a 25/10/2026) — ITENS 11 A 20

0/7 Concluídos
Seg 19/10 Itens 11-12 (Doenças Transmitidas por Alimentos; Programa de Alimentação do Trabalhador)
Ter 20/10 Itens 13-14 (Nutrição em Saúde Coletiva; Grupos populacionais)
Qua 21/10 Itens 15-16 (Doenças carenciais; Epidemiologia das doenças nutricionais)
Qui 22/10 Itens 17-18 (PNAN; LOSAN)
Sex 23/10 Itens 19-20 (SISAN; SISVAN e Vigilância Alimentar e Nutricional)
Sáb 24/10 SIMULADO 2 — 30 questões (Itens 11 a 20)
▶ SIMULADO 2
Dom 25/10 Descanso / revisão leve dos erros do Simulado 2

SEMANA 3 (26 a 31/10/2026) — ITENS 21 A 28 + REVISÃO FINAL + SIMULADOS

0/6 Concluídos
Seg 26/10 Itens 21-22 (PNSAN; Resolução CFN 304/2003 — prescrição dietética)
Ter 27/10 Itens 23-24 (Resolução CFN 306/2003 — exames laboratoriais; Código de Ética dos Técnicos 333/2004 e 389/2006)
Qua 28/10 Itens 25-26 (Código de Ética do Nutricionista 599/2018 e 751/2023; Resolução CFN 663/2020 — UTI)
Qui 29/10 Itens 27-28 (Resolução CFN 679/2021 — PICS; Qualidade e segurança do paciente)
Sex 30/10 SIMULADO 3 — 30 questões (Itens 21 a 28) + revisão dos erros
▶ SIMULADO 3
Sáb 31/10 SIMULADO 4 — 20 questões (revisão geral de todos os itens) + revisão final dos pontos-chave e erros
▶ SIMULADO 4

DOMINGO 01/11/2026 — PROVA SES-TO! 🎯

Grande dia! Mantenha a calma, confie na sua preparação e faça uma excelente prova!

CONCURSO SES-TO 2026 • NUTRIÇÃO

SIMULADOS TEMÁTICOS E GERAIS (PADRÃO FGV)

SIMULADO 1 — 30 QUESTÕES (ITENS 1 A 10)

Casos clínicos e questões aplicadas padrão FGV (5 alternativas A-E)
Acertos: 0/30

SIMULADO 2 — 30 QUESTÕES (ITENS 11 A 20)

Nutrição Clínica, DTA, PAT, Saúde Coletiva e Políticas (5 alternativas A-E)
Acertos: 0/30

SIMULADO 3 — 30 QUESTÕES (ITENS 21 A 28)

Casos clínicos e aplicação prática de Políticas, Legislação, Ética e Segurança (5 alternativas A-E)
Acertos: 0/30

SIMULADO 4 — 20 QUESTÕES GERAIS

Revisão geral completa integrando itens de todo o edital SES-TO / FGV (5 alternativas A-E)
Acertos: 0/20

SIMULADO 5 — 20 QUESTÕES (ITENS 1 A 20)

Casos clínicos e aplicação prática de alta probabilidade FGV (5 alternativas A-E com gabarito e comentário)
Acertos: 0/20

SIMULADO 6 — 20 QUESTÕES (ITENS VARIADOS DA PROVA)

Simulado geral de fechamento e consolidação estilo FGV (5 alternativas A-E com gabarito e comentário)
Acertos: 0/20